Reabilitaçao Urbana em Lisboa – Uma tendência que veio para ficar.

 
A reabilitação urbana continuou a dar que falar em 2015. Um tema que começou a estar na ordem do dia anos antes e que voltou a ser notícia nos últimos 12 meses. E se em fevereiro a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) considerava que continuava a não existir no país um mercado de reabilitação urbana, em setembro, Reis Campos, presidente da Associação de Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), dizia que “a reabilitação urbana assume uma nova fase para o setor” da construção.
Mais recentemente, em dezembro, um estudo da consultora CBRE concluiu que Lisboa, e sobretudo o seu centro histórico, têm atualmente uma “dinâmica de reabilitação de edifícios nunca antes vista”. E foram muitas as notícias escritas ao longo do ano sobre o investimento feito na capital em reabilitação, nomeadamente no que diz respeito ao segmento de luxo. Este projeto, Na Avenida da Liberdade, é um dos exemplos dessa aposta. E em março o nível de atividade na reabilitação urbana já estava a aumentar face a fevereiro.
Mas o ano começou com o anúncio de que iria haver novidades na Frente Ribeirinha de Lisboa. Um assunto que continuou a estar na ordem do dia ao longo do ano, como podes ver aqui e aqui. No caso do Porto soube-se que são precisos 14 milhões de euros para reabilitar bairros sociais.
O Governo mudou mas PSD e PS parecem estar em sintonia no que diz respeito à aposta na reabilitação urbana para dinamizar o setor imobiliário e nomeadamente o mercado de arrendamento. Em junho, o então ministro Jorge Moreira da Silva disse que “Portugal deve passar dos 10% de volume de negócios na reabilitação urbana para 17% em 2020 e para 23% em 2030”. E a boa notícia é que vem aí financiamento europeu para se apostar no setor, com os fundos previstos no Portugal 2020.
Já em novembro, em entrevista ao idealista/news, Vitor Reis, presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), disse que o país tem milhares de edifícios em ruínas e abandonados que podem agora ganhar uma segunda vida, com o Reabilitar para Arrendar, programa que concede financiamento aos investidores a condições mais vantajosas do que o mercado.
No início de dezembro, o novo primeiro-ministro, António Costa, disse que o Governo quer aplicar verbas do fundo da Segurança Social para promover reabilitação e arrendamento. E mais: o Executivo vai criar umFundo Nacional de Reabilitação Urbana, um tema que considera prioritário.
Projeto do edifício Rosa Araújo 55, cujas obras de reabilitação estarão concluídas em 2016.
Fonte: Idealista