Portugal é um luxo de país para instalar empresas de base tecnológica

* Texto publicado originalmente no site Dinheiro Vivo

Talento e localização estratégica permitiram fixar investimento de multinacional norte-americana de tecnologia e informática no norte do país, em Matosinhos.

O “talento” da região norte de Portugal pesou decisivamente para que a Oracle fixasse em Matosinhos o novo Centro de Inovação e Tecnologia. As instalações, inauguradas na quinta-feira, ajudarão a estender ainda mais a “pegada” da multinacional de tecnologia e informática na área do retalho, disse Mike Webster, senior vice president e general manager da Oracle Retail, durante a cerimónia.

“A região do Porto concentra um elevado número de talentos na área das Tecnologias de Informação (TI), que são cobiçados pelos maiores empregadores do setor, um fator que os tem vindo a fazer abrir novas operações em Portugal”, pelo que “fazia sentido expandirmos a nossa equipa de especialistas, reconhecidos a nível mundial na área de Retail Oracle, para a região do Grande Porto, criando este novo centro de inovação”, especificou o responsável. A Oracle, que nasceu há 42 anos e chegou a Portugal há três décadas, proporciona aos retalhistas “ofertas de aplicações abertas e integradas, de serviços cloud e de hardware, para desenvolverem os negócios”, explica a empresa.

O novo centro irá “focar-se inicialmente em disponibilizar as soluções mais inovadoras do mercado, apoiadas nas mais recentes tecnologias, tais como inteligência artificial e machine learning”. A partir de Matosinhos, os programadores vão ajudar a desenvolver “soluções à medida” dos clientes de retalho, “criando valor e vantagens competitivas”, acrescentou Mike Webster.

A localização é estratégica. A região do Grande Porto integra, de acordo com Bruno Morais, country manager da Oracle Portugal, “o ranking dos maiores clusters de tecnologia na EMEA”, ou seja, no conjunto dos países da Europa, Médio Oriente e África. É uma zona “vibrante”. Desfruta de uma boa localização em termos de transportes, nomeadamente a proximidade ao aeroporto, autoestradas e linhas ferroviárias, que a ligam ao mundo. Está, também, próxima de várias academias de ensino superior, através das quais a Oracle irá “continuar a atrair talentos das universidades especializadas em Gestão de Tecnologia de Informação”.

“Estamos muito satisfeitos por integrarmos o movimento de qualificação e valorização da região e contribuirmos para a sua afirmação enquanto polo de eleição da qualificação e excelência do setor das TI à escala mundial”, afirmou Bruno Morais, indicando que a partir daquele novo centro poderão “acompanhar” os clientes de retalho da EMEA.

Soluções à medida
“O Grande Porto, a par com Mineápolis, é um centro de competências de retalho reconhecido a nível mundial. Muita da inovação do retalho já nasceu aqui, trazendo valor acrescentado”, realçou Bruno Mourão, head de IT strategy, architecture e experimentation na Sonae, um importante cliente da Oracle. A empresa já iniciou, inclusive, conversações para novas “apostas e parcerias”, revelou.

Pedro Pinto, administrador do centro tecnológico Lionesa, em Leça do Balio, Matosinhos, onde ficam sediadas as novas instalações da multinacional, considerou que “Portugal é um luxo de país para instalar empresas de base tecnológica”. Na Lionesa, para além do talento, encontram “uma enorme centralidade” e espaços desenhados à medida das necessidades, importante para “reter” o talento que existe e fomentar o desenvolvimento de novas empresas ou a fixação de investimento estrangeiro. “Sem talento, não há empresas. Sem empresas, não há investimento. Estamos atentos a isso e estamos num projeto que vai produzir mais talento para esta região e é importante para a captação de empresas de base tecnológica para o país”, concretizou Pedro Pinto.

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