Itaú e Bradesco avaliam abrir gestora de fortunas em Portugal

* Texto publicado originalmente no site UOL

Brasileiros representam a maior parte dos residentes estrangeiros em Portugal, com 22%

Bancos como o Itaú Unibanco e o Bradesco avaliam abrir escritórios de gestão de fortunas em Portugal em meio a uma onda de brasileiros migrando para o país europeu.

“Estamos estudando a possibilidade de ter alguns banqueiros por lá”, disse Luiz Severiano Ribeiro, chefe global de private banking do Itaú. “Temos clientes que se mudaram para Portugal e acreditamos que nossa vantagem é estar próximos de nossos clientes.”

Portugal está atraindo estrangeiros com incentivos fiscais e vistos de residente para não europeus que comprarem imóveis no valor de mais de 500.000 euros (R$ 2,276 milhões). Para os brasileiros, o idioma comum é um atrativo adicional, assim como a reputação de segurança de Portugal. O país ficou em terceiro lugar no Índice Global de Paz de 2019, em comparação com a posição do Brasil de 116 no ranking.

Havia 105.423 residentes brasileiros em Portugal no final de 2018, aumento de 23% em relação ao ano anterior, segundo o Serviço de Imigração e Fronteiras. Cerca de 28.000 brasileiros emigraram para lá no ano passado, mais do que o dobro de 2017.

“Ainda não há decisão final, mas acredito realmente que há um negócio para nós em Portugal”, disse Renato Ejnisman, chefe global de private banking do Bradesco. “Faria sentido para nós ter presença lá.”

A XP Investimentos, maior corretora do Brasil, e o BTG Pactual já estão levando seus negócios de private banking para Portugal.

O BTG planeja ter até cinco banqueiros quando abrir seu escritório em Lisboa, segundo o sócio Luiz Raphael Guinle.

“Muitos brasileiros, principalmente do Rio, estão se mudando para Portugal, para a Europa, Oportpara os EUA – mas principalmente para Portugal”, disse Guinle, acrescentando que o Brexit é um impulso adicional para os brasileiros em Londres considerarem se mudar para Portugal. “Dependendo do que acontece com o Brexit, brasileiros que vivem em Londres, um novo polo para eles pode ser Portugal.”

“Temos muitos clientes deixando o Rio para morar em Portugal por causa da crise na cidade, então temos que estar lá”, disse ele, referindo-se ao aumento de homicídios e desemprego.

Back to top

Deixe uma resposta