Os brasileiros representam a maior parte dos doutorandos estrangeiros nas universidades de Portugal com 1.764 alunos, que correspondem a 23% dos 7.671 estudantes internacionais. Esses números foram divulgados em um censo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.
O governo português classifica os doutorandos como “recursos humanos altamente qualificados” – os chamados “cérebros” – e, entre eles, os brasileiros ficam atrás apenas dos portugueses (com 35 mil doutorandos), eles superam com folga os estudantes de outros países europeus e norte-americanos, que recentemente começaram a enxergar Portugal como destino para estudar e viver.
A tendência é que o número de doutorandos brasileiros continue a crescer, pois Portugal tem potencial para atrair até 2,1 milhões de brasileiros com formação superior, o que reflete a qualidade e as oportunidades de estudo que o país oferece.
A maioria dos doutorandos (67%) tem residência permanente, enquanto 29% possuem residência temporária em Portugal. As áreas mais procuradas para doutorado são as ciências exatas, naturais e sociais, com destaque para a pesquisa tecnológica, a biotecnologia e as ciências da saúde, campos em que os brasileiros têm se destacado.
Além disso, a presença de doutorandos em áreas mais técnicas e inovadoras também reflete o movimento crescente de internacionalização da pesquisa científica em Portugal. Universidades como a Universidade de Lisboa, Universidade do Porto e Universidade de Coimbra têm se destacado na atração de talentos internacionais, tornando o país um hub de inovação e conhecimento.
Com a previsão de aumento no número de brasileiros e outros estudantes internacionais, Portugal deve continuar a consolidar sua posição como um destino preferido para a educação de alto nível, promovendo um ambiente de inovação e troca de conhecimento.
