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BRASILEIROS MIGRAM INVESTIMENTOS DE MIAMI PARA LISBOA

 

Brasileiros migram investimentos de Miami para Lisboa

Lisboa é a nova Miami: até 2015, os brasileiros compraram muitos imóveis na cidade americana, tanto como forma de investimento como para passar férias, mas agora este capital está sendo direcionado para a Terrinha. De acordo com levantamento da Receita Federal, em 2015, o valor aportado por brasileiros na compra de apartamentos e casas em Miami foi de US$ 730 milhões (atualmente cerca de R$ 2,6 bilhões). Já em 2017, os brasileiros mandaram para Portugal 3,162 bilhões de euros (atualmente cerca de R$ 13,5 bilhões) em investimentos, segundo o Banco de Portugal (Banco Central), um aumento de 22,7% em relação a 2015.

De acordo com a consultoria Global Trust (www.globaltrust.com.br), que tem sede no Rio de Janeiro e é especializada em investimento imobiliário internacional, esta migração faz muito sentido tanto do ponto de vista de investimento como para quem pretende morar em Lisboa. “A capital portuguesa oferece hoje muito mais atrativos fiscais, tributários e até turísticos do que Miami”, afirma César Damião, sócio fundador da Global Trust, que atua em diversos países e tem escritório em Portugal.

A equipe da consultoria listou 7 vantagens de Lisboa em relação à Miami.

Valor do condomínio:

Como em Lisboa os prédios são pequenos, sem funcionários nem infraestrutura custosa, o valor do condomínio costuma ficar entre 20 e 100 euros por mês, em média. Já em Miami, onde os condomínios são muito grandes e oferecem diversos serviços, como valet parking, além de extensas áreas de lazer, um apartamento de 2 quartos pode pagar de US$ 500 a US$ 1.100 de taxa de condomínio.

Custo de IPTU:

Em Lisboa, o imposto sobre a propriedade custa por ano 0,3% do valor venal do apartamento, que normalmente é menos da metade do valor de mercado. Já em Miami, esta taxa, também cobrada anualmente, é de 2% do valor de mercado do apartamento.

Aluguel para curta temporada:

Portugal incentiva o aluguel por curta temporada e as taxas de ocupação em Lisboa giram em torno de 80% em média, ao ano, com picos ainda mais altos no verão – são cerca de 7 milhões de turistas por ano, mais do que o Brasil todo recebeu em 2016, ano das Olimpíadas. O imposto sobre short rental é cerca de um terço do aluguel de longa temporada. Já na cidade americana, as associações de condomínio regulam diversos tópicos do uso dos apartamentos. Na maioria dos prédios, o proprietário só pode fazer entre 1 e 4 contratos de aluguel por ano, o que inviabiliza o short rental.

Aluguel de longo período:

Em Lisboa, os contratos de aluguel têm grande chance de serem renovados por longos anos. Por outro lado, dificilmente um inquilino nos Estados Unidos renova um contrato de aluguel, pois a cultura no país é de mudança constante. Além disso, as associações de condomínio também têm o direito de aprovar ou não o inquilino e ainda cobram depósitos como garantia.

Transporte:

O serviço público de transporte funciona muito bem em Portugal e Lisboa conta com excelente infraestrutura de metrô e trens. Já em Miami, não dá para dispensar carro, pois as linhas de ônibus e de trem da cidade não são consideradas suficientes para quem depende de transporte público. O trânsito intenso também pode consumir algumas horas ao longo da semana.

Mão de obra:

Em Lisboa, o grau de instrução médio é muito bom e é possível facilmente contratar funcionários para realizar serviços domésticos por cerca de 7 euros a hora, ou 600 euros por mês. Já em Miami, é muito difícil encontrar pessoas dispostas a trabalhar na sua casa a semana inteira e isso pode custar US$ 4 mil mensais.

Idioma e Cultura:

Mesmo com algumas construções gramaticais diferentes e vocabulário local, é bem fácil conseguir se comunicar com os portugueses. Além disso, outros aspectos culturais, como educação dos filhos e gastronomia, por exemplo, também são bastante parecidos aos do Brasil. Porém, em Miami, além da cultura americana ser bem diferente da brasileira, é importante falar inglês para lidar com todas as questões que surgem quando se mora em um país com outra língua.