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Aplicações no exterior são alternativa à volatilidade do Brasil e podem proteger patrimônio

Mercado imobiliário português é opção para multiplicar o capital e gerar renda em euro

Os brasileiros descobriram como fazer seu capital cruzar as fronteiras e ganhar aplicações internacionais, que abrem novas possibilidades de ganhos e geração de renda. De dezembro de 2016 para setembro de 2018, o valor de ativos no exterior quadruplicou, de R$ 4,6 bilhões para os atuais R$ 18 bilhões, segundo levantamento da J.P. Morgan Asset Managements. Outro dado importante é o número de investidores fazendo esse caminho: ainda de acordo com a pesquisa, hoje há 56 mil brasileiros aplicando fora, dez vezes mais que em 2016.

Foto: DINO / DINO

“Estes números ilustram duas realidades que se complementam. De um lado, investir fora do país se tornou mais acessível nos últimos anos, com as mudanças que flexibilizaram as remessas e aplicações no exterior, aliado a uma melhora no conhecimento financeiro da população. De outro, a profunda recessão nacional incentivou a busca por ativos mais rentáveis e menos sujeitos à volatilidade. O resultado é positivo, pois significa que os brasileiros estão diversificando mais sua carteira de investimentos”, afirma César Damião, sócio-fundador da consultoria Global Trust (www.globaltrust.com.br), especializada em investimento imobiliário internacional e com escritório em Lisboa.

Dentre os mercados que mais chamam a atenção no exterior, está o de imóveis em Portugal, país que oferece diversos benefícios fiscais para quem investe lá. Além disso, seu potencial de valorização é muito grande, já que o governo vem adotando medidas sustentáveis de incentivo à economia. “Para quem busca proteger o patrimônio das fortes oscilações e da incerteza da economia brasileira, esse é um caminho bem fundamentado, pois a estimativa do mercado é que os preços dos apartamentos em Lisboa continuarão subindo entre 10% e 15% ao ano até 2023, quando devem atingir uma estabilidade. A demanda aquecida por moradia e locação de curta temporada ainda oferece boas possibilidades de rentabilizar os ativos, inclusive através de empresas especializadas e até mesmo rendimento garantido“, completa César Damião.

Esse tipo de investimento ainda traz um fator emocional interessante: quem compra imóvel na Terrinha para alugar a turistas, ainda ganha uma casa na Europa. Programando as viagens com antecedência, é possível utilizar seu próprio apartamento durante a estadia no Velho Continente. Boa parte dos investidores também planeja enviar os filhos para estudar em universidades portuguesas, que atualmente aceitam a nota do ENEM para admitir alunos brasileiros. O perfil ideal de imóveis para a locação de curta temporada é bastante similar aos de estudantes: mais compactos, no modelo estúdio (T0) ou quarto e sala (T1) e com boa localização, o que garante a liquidez do bem.

“O mercado imobiliário de Lisboa está crescendo e se valorizando de forma rápida, porém consistente. Além de oferecer uma consultoria completa ao cliente que deseja investir neste segmento, também atuamos com incorporação, principalmente de projetos de retrofit, que reforma prédios antigos, atendendo a demandas modernas, como elevadores, suítes e garagem, mas mantendo todo o estilo arquitetônico original de construções históricas. Hoje, já contamos com 13 edifícios no portfólio da empresa Gallieta Trust, que faz parte de nosso grupo”, acrescenta César Damião.